O fim das listas de sites e o debate sobre liberdade de escolha
Eu estava dando uma percorrida no meu Feedly e me deparei com este post do Search Engine Journal. Me pus a pensar sobre um assunto que já tinha me incomodado alguns meses atrás.
Estamos vivendo uma mudança importante nos resultados de busca que pode ser complicada. Quando procurávamos alguma coisa no Google, ele nos trazia uma lista enorme, quase infinita, de sites e blog posts sobre o assunto, e pertencia a nós escolher em qual site iríamos entrar para encontrar ou construir a resposta.
Com as inteligências artificiais, o jogo é um pouco diferente. Elas nos trazem uma resposta direta e, quando trazem links de apoio, são apenas um ou dois. Isso está fazendo muitas pessoas debaterem se as IAs estão tirando nossa liberdade de escolha de conteúdos a consumir. Muitos defendem que os sites que aparecem ali são os patrocinados.
As IAs argumentam que não se trata de limitar a liberdade de escolha, e sim de poupar o trabalho de comparação. Se procuramos um dermatologista e encontramos uma lista enorme de opções, precisamos entrar em vários sites para decidir quais são bons e quais são ruins. Elas alegam que, ao trazerem um número menor de opções, é porque já fizeram essa comparação por nós e estão nos entregando o crème de la crème.
O debate está posto. Há quem prefira delegar essas comparações e pesquisas, mas existem pessoas como eu que preferem pesquisar e escolher por conta própria.
O fato é que, para negócios locais, está se tornando cada dia mais obrigatório produzir conteúdo consumível por elas. Para quem tem conteúdo, já será difícil aparecer; para quem não tiver, estará completamente fora do jogo das vendas.




